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1 milhão de m³ em 2007

28/08/2007 às 08:00

1 milhão de m³ em 2007

Salto de quase 90% está confirmado para até o final deste
ano. Expansão de postos e do consumo da Sadia asseguram meta





Presidente da MT Gás assegura que o Estado tem abastecimento garantido e que não previsão de reajustes no m³. Três postos em Cuiabá ofertam o combustível


A Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás) pretende aumentar de 550 mil metros cúbicos (m³) para 1 milhão/m³ as vendas mensais de gás natural veicular no Estado até o final do ano, um salto de 81,81%.

A nova projeção, anunciada ontem pelo presidente da companhia, Helny de Paula, foi feita com base na previsão de consumo dos postos de GNV – três em Cuiabá, um em Várzea Grande e mais um em Rondonópolis, que deverá entrar em operação no próximo mês – e do aumento do consumo da planta industrial da Sadia, a primeira empresa de Mato Grosso a adotar o gás como matriz energética no processamento e beneficiamento de carnes e aves. A planta da Sadia está consumindo cerca de 3 mil m³ cúbicos de gás por dia, mas a meta é consumir 25 mil m³/dia nos próximos meses.

Helny informou que a meta do governo estadual é expandir o projeto do gás natural em Mato Grosso, garantindo atendimento a todas as indústrias que tiverem interesse em mudar sua matriz energética para o gás. “Temos um contrato de até 500 mil metros cúbicos de gás natural por dia com a Bolívia. O suprimento está garantido com folga e não há qualquer previsão de aumento dos preços”, salienta o presidente da MT Gás.

Mato Grosso recebe por mês cerca de 550 mil m³ de gás da Bolívia, incluindo os postos e a parte destinada ao funcionamento da planta da Sadia. “Se precisamos de mais, eles nos enviam imediatamente”, assegurou Helny.

Neste primeiro momento o transporte do combustível está sendo feito em caminhões com contêineres empilhados, onde fica armazenado o gás comprimido, o chamado gás virtual. A distribuição teve início em setembro de 2005.

O projeto da MT Gás é distribuir o gás natural aos postos e às indústrias por meio de tubulações subterrâneas, o que demanda elevados investimentos.

VANTAGENS - Os estudos apontam que a economia em relação à energia elétrica é de 50% para as empresas que utilizam o gás natural. Só no Distrito Industrial de Cuiabá estão instaladas e em funcionamento cerca de 110 empresas. Dessas, pelo menos 50% podem utilizar o gás.

Helny revelou que várias empresas do Distrito Industrial de Cuiabá já manifestaram interesse em trocar a energia elétrica pelo gás natural.

Segundo ele, além do preço competitivo – atualmente o m³ do gás natural está cotado em R$ 1,49 na bomba dos postos - é uma fonte energética que goza da vantagem da queima mais limpa que a dos derivados do petróleo. “São inúmeros os ganhos econômicos obtidos pela escolha do gás natural como combustível, mas a principal vantagem é a preservação do meio ambiente. O gás natural é um combustível não-poluente e sua combustão é limpa, isenta de fuligem e outros materiais que possam prejudicar o meio ambiente”, destaca Helny.

CAPITAL PRIVADO - A MT Gás continua em busca de potenciais parceiros para fortalecer a sua atuação no mercado. “Estamos abertos para possíveis parcerias, através do ingresso de capital em nossa empresa”, afirma o presidente da companhia, Helny de Paula. Esta injeção de capital será decisiva para o início dos investimentos em tubulações, a construção dos dutos.

Ele informou que até agora apenas a Petrobras manifestou interesse em investir na estatal, mas ainda não formalizou qualquer proposta. “Estamos aguardando [uma proposta oficial], pois a MT Gás precisa de capital privado para injetar na sua expansão e modernização. O Estado, sozinho, não tem condições de fazer isso”.

Fonte: Marcondes Maciel

 

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